António Costa confirma fecho das escolas nos próximos 15 dias

País 21-01-2021 14:42
Por Redação

António Costa confirmou ao início da tarde que todas as escolas vão fechar, a partir desta sexta-feira, nos próximos 15 dias, depois de reunião do Conselho de Ministros.

 

Numa declaração ao país, o primeiro-ministro justificou a decisão, que tinha sido adiada numa primeira fase:

 

«Ontem recebemos dados sobre a prevalência da nova estirpe, referida como estirpe britânica. Há presença elevada desde a semana passada, passou de 8 por cento para 20 por cento de prevalência. Os estudos indicam um crescimento que pode ir aos 60 por cento. Face a esta realidade impõe-se alterar medidas adotadas na semana passada, anotou.

 

«Apesar de todos o esforço extra das escolas para funcionar em regime presencial, face a esta nova estirpe e à velocidade de transmissão, temos de proceder à interrupção de todas as atividades letivas durante próximos 15 dias, que será compensada no calendário escolar, com alargamento em período dedicado a férias. Tal como aconteceu antes, há apoios às famílias com crianças com idade inferir a 12 anos - faltas justificadas e apoio idêntico ao dado na primeira fase do confinamento», disse, sendo que ficam também abertas as escolas onde andem crianças cujos pais trabalham em serviços essenciais. O pais que ficarão com as crianças em casa terão um apoio financeiro de 66% como em março do ano passado. 

 

Trata-se de uma paragem, ou seja, interrupção da atividade letiva, não se optando, para já, pelo ensino à distância: «Desejamos que esta interrupção seja de curta duração e tenha a devida compensação no calendário escolar. [Parar 15 dias] dá tempo para poder medir o evoluir desta situação.»

 

«Apesar de os especialistas dizerem que este vírus não afecta mais a saúde, dizem que tem mais carga viral e uma velocidade de propagação muito maior. Essa interrupção tem custos e por isso decidimos que em vez de uma interrupção presencial, há mesmo uma interrupção lectiva de actividades que pode ser compensada com encurtamento ou eliminação de outros períodos», esclareceu, remetendo a situação para o ministério da Educação. 

 

Também no caso dos serviços públicos, vai proceder-se ao encerramento de Lojas do Cidadão, ficando apenas em atendimento por marcação; Foi também decretada a suspensão de tratamento dos processos não urgentes em tribunais.

 

António Costa sublinhou que as escolas «não foram são o principal foco de transmissão»: «Não é por as escolas estarem encerradas para proteção dos alunos, professores e pessoal não docente que o conjunto de medidas de limitação de circulação, de recolhimento domiciliário, de teletrabalho obrigatório, e medidas de proteção individual devem ser descuradas.»

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