Gustavo vai levar o skate português a Tóquio: «Não estava nos meus sonhos aos 18 anos»

Mais Desporto 08-11-2019 11:19
Por Miguel Morgado

Aos 18 anos, Gustavo Ribeiro tem a vida nos seus pés. Mas não é futebolista. É skater profissional. Uma profissão que leva tão sério que colocou a escola em segundo plano. «Estava no 11.º ano e anulei, este ano, a matrícula. Chegou a um nível com tanta exigência, que ou optava por uma ou outra coisa. Vou apostar tudo no skate», afirmou, determinado, a A BOLA.

 

«Se acreditas que tudo é possível, é só ter foco e esforço. Se um dia não chegar lá, volto à escola. Se até aos 25 anos não der nada, também vou ter consciência para ir fazer outra coisa», reforça.


Os pais, com quem vive em Carnaxide, «ao início não acharam graça», mas perante os resultados alcançados e como «sabem que sou uma pessoa muito focada», deram-lhe a oportunidade «para ver até onde consigo chegar», sublinha.

 

«Acreditam 100 por cento em mim», garante o jovem skater, que muito recentemente recebeu o Prémio Jovem Praticante Desportivo 2019 da Fundação do Desporto. «Quando ganhei o Campeonato do Mundo, em 2017 [Tampa AM, mítico campeonato para amadores nos EUA] senti que poderia conseguir chegar lá...», recorda o rapaz que se pôs em cima de uma tábua pela primeira vez aos 5 anos, por causa de um «presente de Natal» do tio.


Depois de sentir o tal «clique» que iria mudar a sua vida, o tetracampeão nacional foi parte integrante do SLS Pro open, prova rainha do skate profissional, é presença nos campeonatos da Europa e do Mundo, na vertente Rua e Parque, e subiu, recentemente, ao pódio (3.º lugar), no Mundial da SLS (Street League Skateboarding), disputado em São Paulo, Brasil. Um currículo que já dá para viver dos patrocínios.


Para o imediato, o skater português vira atenções para a participação nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020. «É um sonho que não estava nos seus sonhos que acontecesse aos 18 anos.» E de onde espera «regressar com uma medalha», avisa desde já o «nº 3 do ranking mundial», conforme se apresenta. Para se apresentar em Tóquio, numa modalidade de estreia, depois das «seis etapas do ano passado» em que contaram «as melhores duas», terá pela frente outras seis em que todas entram para a contabilidade. «Rio de Janeiro [11 a 17 deste mês] e China são as provas já conhecidas. As outras só para o ano serão anunciadas», explica.


Dividindo a vida entre a casa dos pais e a Califórnia, nos Estados Unidos, e as muitas provas internacionais em que participa, o seu dia a dia passa por «treinos de ginásio de manhã e skate à tarde. De 2.ª a 6.ª-feira. Aos sábados e domingos descanso», descreve o miúdo que começou a dar os primeiros passos «em Almada», onde vivia, antes de se mudar para Lisboa e começar a ir, «aos 7 anos», para «Monsanto e o Parque das Gerações, em São João do Estoril», onde se exercita quando está em Portugal.

 

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