Aumenta concorrência no meio-campo

BENFICA 11-09-19 11:45
Por Nuno Reis

Há duas cadeiras no meio-campo benfiquista, mas oito hipóteses para elas. Podem retirar-se do jogo atual Gedson e David Tavares, ainda em recuperação de lesão, assim como Pizzi, mais ocupado a fechar pela direita, mas sobram Florentino, Gabriel, Samaris, Fejsa e Taarabt, recentemente chamado a palco e nada modesto na exibição de Braga.

Realisticamente, a recuperação física de Florentino (consumada) e de Gabriel (quase, quase) significarão para Bruno Lage a possibilidade de utilizar a dupla preferida. Pelo menos foi essa que o treinador escolheu para iniciar a temporada e logo em dérbi de Supertaça com o Sporting, que não é um jogo qualquer. Florentino recuperou no Seixal, depois de dispensado dos sub-21, de um problema ligeiro (dores no joelho direito), Gabriel está a regressar após ausência de mais de um mês por lesão (entorse do joelho direito, com lesão do ligamento lateral externo) na partida com os leões.

Desaconselha paragem tão longa a utilização do brasileiro no jogo com o Gil Vicente? Talvez, mas só Bruno Lage poderá responder com garantias. Até porque esse jogo com os gilistas, de sábado, regresso da Liga, poderia também servir de aquecimento competitivo para outro de igual ou superior importância: RB Leipzig, terça-feira na Luz, estreia na Champions. E se for mesmo a dupla preferida de Lage então o técnico desejará ver os jogadores com ritmo.

Há, no entanto, dois concorrentes sérios e que podem muito bem adiar o regresso de Gabriel: Samaris, recuperado de um problema físico menor num pulso (jogou pela Grécia), que é ainda o mais utilizado dos médios centrais da era Lage (ver quadros) e que costuma ser chamado para partidas relevantes, e Taarabt, provavelmente o maior dos perigos para Gabriel. O marroquino só fez uma partida de início, mas foi precisamente a última, goleada ao SC Braga (4-0), e ao mais alto nível: Florentino foi o melhor jogador em campo para A BOLA, Taarabt foi um dos melhores.

Se as seleções contarem algo para este jogo das cadeiras, então também há a favor e contra: por um lado, o marroquino foi chamado à equipa do seu país e jogou, significa manter ritmo e significa desgaste suplementar; por outro lado, Gabriel esteve sempre à disposição de Lage na paragem, sem desgaste de viagens ou competição, mas o ritmo ideal também não estará lá. Será, pois, decisão técnica, pertença de Bruno Lage e,  provavelmente, para tomar mais perto da partida de sábado.

Não nos esquecemos, refira-se, de Fejsa. Mas o médio sérvio, já pouco utilizado por Lage na época passada, ainda não jogou em 2019/2020 e as reabilitações de vários jogadores do eixo central do meio-campo não vêm ajudar a alterar o momento do antigo patrão do miolo encarnado. Neste jogo das cadeiras será um dos que não terão assento. Pelo menos para já.