«Não pode ficar impune quem deu passos decisivos para esta situação gravíssima»

SPORTING 16-05-18 4:57
Por Redação

Eduardo Ferro Rodrigues, presidente da Assembleia da República e sócio do Sporting há quase sete décadas, reage com profunda indignação aos episódios de violência ocorridos na Academia do clube e pede mão pesada para os responsáveis. Doa a quem doer.

 

«Não se trata de um mero caso de polícia, é uma situação gravíssima que ofende os portugueses, o desporto português e o conjunto de profissionais que se bateram pelas cores do clube que representam. O pior será deixar tudo na mesma. Tem de haver medidas sérias, doa a quem doer, ao nível do Sporting, da Federação Portuguesa de Futebol e do Governo português», vincou, sublinhando que as claques de futebol «têm de ser tratadas como grupos terroristas.»

 

«Tenho 68 anos de sócio do Sporting, mas não é nessa qualidade que falo, falo como presidente da Assembleia da República», fez questão de esclarecer Eduardo Ferro Rodrigues, deixando o alerta: «Não pode ficar impune quem deu passos decisivos para que esta situação gravíssima tivesse acontecido.»

 

Instado a identificar os responsáveis, respondeu: «Quem fomenta o ódio, a violência, o fanatismo e a corrupção no futebol português.»

 

Considera ainda Eduardo Ferro Rodrigues que a final da Taça de Portugal, agendada para o próximo domingo, no Estádio Nacional, deveria ser disputada «à porta fechada ou na Vila das Aves.»