Águia não reage a polémica sobre André Ventura

Benfica 12:44
Por Redação

O Benfica não toma qualquer posição oficial sobre a carta aberta de alguns sócios que manifestaram «indignação» por considerarem que o líder do Chega, André Ventura, eleito deputado nas últimas legislativas, «usou e usa» o clube para «criar uma persona política».

 

«A instrumentalização política do Benfica é errada por princípio. Neste caso é ainda mais grave, porque o Chega é um partido de extrema-direita abertamente antissistema e xenófobo, isto é, um partido que é a negação da identidade do Benfica. O clube de Eusébio, Coluna, Renato e Gedson, entre outros, não pode ser associado a uma figura xenófoba. A claque do Benfica tem brancos, mestiços e negros. O Benfica é um clube de angolanos, cabo-verdianos, moçambicanos [...] é de ricos e pobres, de brancos e negros, de muçulmanos e ciganos. A Direção do Benfica não pode continuar a pactuar com a evidência mediática: o Chega chegou ao Parlamento porque é liderado por uma personagem que é conhecida apenas e só por causa do Benfica», defendem, em carta publicada no Expresso, Jacinto Lucas Pires, Henrique Raposo, Pedro Norton, José Eduardo Martins e Ricardo Araújo Pereira.

Confrontado com a acusação de pactuar com André Ventura, o Benfica remeteu, então, para o número 1 do artigo 2.º dos estatutos. «O Sport Lisboa e Benfica é constituído por um número ilimitado de sócios cuja qualificação resulta apenas da respetiva antiguidade e dos galardões atribuídos, não se diferenciando em razão da raça, género, sexo, ascendência, língua, nacionalidade ou território de origem, condição económica e social e convicções políticas, ideológicas e religiosas».

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