Alterações climáticas «são ameaça séria à estabilidade social e económica»

Angola 12-09-2019 13:37
Por Lusa

O sul de Angola tem sofrido com a seca. O Governo reconhece a vulnerabilidade do país às alterações climáticas e refere que constante variação climatérica com «recorrentes secas, inundações e aumento da temperatura» constitui uma «ameaça séria à estabilidade social, económica e ambiental» do país.

 

Segundo uma nota do Ministério do Ambiente angolano, distribuída hoje durante o primeiro Diálogo Nacional sobre o Fundo Verde para o Clima (GCF, na sigla inglesa), «os indicadores apontam que a situação tende a piorar, por isso é o momento de agir».

 

A zona sul de Angola, nomeadamente as províncias do Cunene, Cuando-Cubango, Huíla e Namibe estão afetadas desde finais de 2018 por uma seca severa, situação que levou o Presidente angolano, João Lourenço, a deslocar-se àquela região, em maio passado.

 

Em abril, o Conselho de Ministros aprovou um pacote financeiro de 200 milhões de dólares (181,4 milhões de euros) para solucionar problemas estruturantes ligados aos efeitos destrutivos da seca no sul de Angola.

 

Inundações, secas, erosão dos solos e aumento do nível das águas do mar são apontados pelas autoridades como os principais efeitos a nível nacional.

 

O documento observa que Angola tem registado um «ciclo recorrente de secas e inundações» que tem vindo a afetar de forma diferenciada as várias regiões do país «com consequências ao nível ambiental, social e económico».

 

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