Entre os países da África Central com mais desemprego

São Tomé e Príncipe 12-01-2019 16:51

São Tomé e Príncipe está entre os países da África Central com as mais altas médias de desemprego de 2000 a 2015, segundo dados da União Africana (UA) e Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

 

Na primeira edição do estudo ‘Dinâmicas de Desenvolvimento de África – Crescimento, Emprego e Desigualdades 2018’, produzido por aquelas duas organizações, São Tomé e Príncipe apresenta uma média de desemprego de 15%, entre o conjunto de nove países, no período de 2000 a 2015, superado apenas pelo Gabão (quase 20%) e República do Congo (pouco mais de 16%).

 

Camarões, República Centro-Africana, Chade e Guiné Equatorial registaram valores abaixo de 7%, enquanto a República Democrática do Congo e o Burundi situaram-se num patamar de até 5%.

 

No entanto, os números de desemprego na África Central, com 144,6 milhões de pessoas, 53% com idades entre 15 e 64 anos, «não são responsáveis pelo subemprego», lê-se no documento, significando que se torna difícil avaliar «a extensão do desemprego na economia».

 

«Os dados do desemprego parecem insuficientes para captar a realidade do mercado de trabalho e o seu desenvolvimento ao longo do tempo», conclui-se no estudo, que apontou para um crescimento de 5,6% em média na África Central entre 2000 e 2016.

 

Na distribuição dos empregados por setores, São Tomé e Príncipe teve o indicador mais alto em média nos serviços – essencialmente o turismo – entre os nove países da África Central, território que representa um quarto do continente.

 

De 2000 a 2015, o emprego em São Tomé e Príncipe nos serviços atingiu 60% dos empregados, enquanto na agricultura foi de 23% e na indústria apenas 18%.

 

O Gabão apresentou os registos de 42% de empregados nos serviços, 40% na agricultura e 20% na indústria e Guiné Equatorial 58%, 37% e 8%, respetivamente.

Ler Mais

Últimas Notícias