QUINTA-FEIRA, 29-06-2017, ANO 18, N.º 6361
Ricardo Pessoa
Portimonense
Ricardo Pessoa, menino traquina abençoado pela mulher e filho
11:03 - 05-05-2017
O capitão do Portimonense, Ricardo Pessoa, recorda com saudade e alegria a sua infância nas ruas de Vendas Novas, a jogar à bola e onde fez grandes diabruras. Agora de barba rija, a felicidade é ainda maior por estar ao lado de Bruna (esposa) e Rafa (filho), o melhor que lhe aconteceu na vida…

- Como recorda a sua infância?
- Foi uma infância feliz, em Vendas Novas, com o meu irmão, primos e amigos a jogar a bola na rua, a brincar até a hora de jantar (upa, upa), sem telemóveis e sem computadores. Em qualquer espaço jogávamos à bola. Na estrada, no campo e no jardim. Fazíamos grandes travessuras, como colocar os bicos das roseiras nas campainhas e deixávamos tocar. (risos)

- Depreendo que era um malandreco/reguila?
- Um pouco, mas o meu irmão era pior do que eu. O Mário Pessoa era mais reguila. Incentivava-o, ele ia à frente e eu ficava a ver e a rir.

- Gostava que a infância dos miúdos de hoje fosse igual à sua?
- Claro! Preocupa-me porque é muito diferente. Hoje raramente se vê um miúdo a jogar à bola na rua, preferem ficar em frente aos computadores. Os pais, por vezes, é que são culpados. Tento fazer com que o meu filho não siga por esse caminho.

- Quais as pessoas mais importantes da sua vida?
- A minha mulher (Bruna) e o meu filho (Rafa), os meus pais, o meu irmão e a minha família. Tenho poucos mas bons amigos, daqueles que se atravessam por mim, se precisar de alguma coisa.

Quando cai a máscara?
é que são elas

- Os seus pais estão na Suíça, como é quando a saudade aperta?
- Apesar de ser uma pessoa fria em relação a isso, falo muitas vezes com eles. Mas quando bate a saudade não é fácil. Às vezes precisamos sempre do carinho dos pais e, apesar de ser frio, gelado, tenho momentos em que me cai a máscara. A felicidade deles é a minha.

- Mas no que toca ao seio familiar a coisa muda de figura, pois é fundamental ter a esposa e filho por perto?
- Imprescindível! Sou uma pessoa muito caseira, os momentos que passo é a três. São um apoio incondicional a toda a hora. Sem eles não seria o homem que sou. Costuma-se dizer que por detrás de um grande homem está uma grande mulher. Digo mais, é difícil explicar o que ela e o meu filho fazem por mim. Principalmente nos maus momentos. Eles são o suporte para que a minha carreira esteja no ponto em que esta. O meu muito obrigado.

- Já foi surpreendido com algo que lhe marcou pela esposa e filho?
- (não disfarçou a lágrima ao canto do olho) – Na época passada, antes de um jogo importante, passaram vários vídeos no balneário de incentivo, sendo que um deles era deles. Outra vez, cheguei ao autocarro e tinha lá um envelope com uma fotografia feita por eles. São estes momentos que me deixam feliz.

- O que significa o Rafa para si?
- Daria a vida por ele...

- Incentiva-o para ser jogador de futebol?
- Gosta de jogar futsal no Portimonense, mas só incentivo a praticar desporto e a se divertir. Sem obrigatoriedade de se tornar profissional. A vida de futebolista é muito complicada e um pai não quer ver um filho sofrer. Não vou obrigar a nada.

- Como se descreve como homem?
- Tenho sentimentos, tento ajudar os amigos que precisam. As vezes faço mais pelos outros do que por mim. Gosto mais dar do que receber. Sou uma pessoa calma, um pouco teimoso…gosto de aproveitar a vida.
João José Pedro

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