QUARTA-FEIRA, 24-05-2017, ANO 18, N.º 6325
Eduardo Monteiro
Espaço Universidade
Rankings FIBA dos Top-10 e dos Países de Língua Portuguesa (artigo de Eduardo Monteiro, 2)
19:55 - 13-06-2016
Eduardo Monteiro
As Federações Internacionais dos desportos colectivos têm por hábito construir rankings das selecções nacionais dos diferentes países que participam nas diversas competições internacionais. No caso específico da Federação Internacional de Basquetebol (FIBA) o ranking tem uma duração temporal de 2 Ciclos Olímpicos (incluindo as competições de qualificação ao nível zonal da FIBA). Cada evento tem um determinado peso pontual, assim como a classificação obtida na respectiva prova.

As competições que contam para a obtenção de pontos para o ranking são as seguintes: Campeonatos do Mundo FIBA, Torneios Olímpicos de Basquetebol, Campeonatos FIBA-África, Campeonatos FIBA-Americas, Campeonatos FIBA-Ásia, Campeonatos Eurobasket e Campeonatos FIBA-Oceania. Quando um novo campeonato é disputado a pontuação obtida na prova idêntica, mais antiga, é retirada e substituída pela nova pontuação, o que implica um novo cálculo para a actualização pontual.
Ranking Mundial Seniores Masculinos após os Campeonatos Continentais de 2015

1 – EUA (1.000 pontos) (manteve a posição) 1º Americas
2 – Espanha (715 pontos) (manteve a posição) 1º Europa
3 – Lituania (457 pontos) (subiu 1 lugar) 2º Europa
4 – Argentina (455 pontos) (desceu 1 lugar) 2º Americas
5 – França (379 pontos) (manteve a posição) 3º Europa
6 – Sérvia (353 pontos) (subiu 1 lugar) 4º Europa
7 – Rússia (305 pontos) (desceu 1 lugar) 5º Europa
8 – Turquia (281 pontos) (manteve a posição) 6º Europa
9 – Brasil (273 pontos) (manteve a posição) 3º Americas
10 – Grécia (225 pontos) (manteve a posição) 7º Europa
15 – Angola (101 pontos) (subiu 1 lugar) 1º África
61 – Moçambique (6 pontos) (subiu 5 lugares) 11º África
63 – Cabo Verde (5,6 pontos) (desceu 8 lugares) 12º África
84 – Portugal (1 ponto) (desceu 33 lugares) 29º Europa

Os EUA continuam a liderar o ranking mundial, com uma enorme regularidade, a partir do momento em que concentraram a sua atenção na utilização dos melhores jogadores da NBA.

A Europa com 7 países colocados nas dez primeiras posições continua a ser o continente dominante no basquetebol internacional masculino. Por sua vez, a Espanha mantem a segunda posição a grande distância dos mais próximos adversários que não têm encontrado soluções para os desalojar.
Também, de referir as subidas de 13 lugares de Cuba e da Argélia por força das classificações obtidas nas provas continentais.

Entre os Países de Língua Oficial Portuguesa é de realçar a classificação do Brasil, 9º lugar à escala mundial e 3º nas Americas, sendo um sério candidato ao pódio nos próximos Jogos Olímpicos Rio-2016.
Angola que continua a ser a maior potência do continente africano, é uma selecção de grande prestígio internacional e por certo irá participar no torneio pré-olimpico. Em Moçambique a melhoria do basquetebol é nítida com a subida de 5 lugares no ranking mundial. Cabo Verde, infelizmente, claudicou na fase final do Campeonato Africano o que provocou uma descida de 8 lugares neste ranking.

Finalmente, a posição de Portugal é mais do que preocupante. A equipa nacional perdeu 33 posições no ranking o que significa a maior descida verificada a nível mundial.

Quanto ao Ranking Mundial Seniores Femininos após os Campeonatos Continentais de 2015

1 – USA (1.000 pontos) (manteve a posição) 1ª Americas
2 – Austrália (590 pontos) (manteve a posição) 1ª Oceania
3 – Espanha (540 pontos) (manteve a posição) 1 ª Europa
4 – França (485 pontos) (manteve a posição) 2ª Europa
5 – República Checa (416 pontos) (subiu um lugar) 3ª Europa
6 – Rússia (394 pontos) (desceu um lugar) 4ª Europa
7 – Brasil (296 pontos) (manteve a posição) 2ª Americas
8 – China (286 pontos) (manteve a posição) 1ª Ásia
9 – Canada (280 pontos) (subiu 1 lugar) 3ª Americas
10 – Bielorússia (239 pontos) (desceu um lugar) 5ª Europa
18 – Angola (79 pontos) (manteve a posição) 1ª África
28 – Moçambique (36 pontos) (desceu um lugar) 4ª África
71 – Cabo Verde (2 pontos) (desceu 8 lugares) 17ª África

A exemplo dos homens, as senhoras dos USA continuam a dominar o basquetebol internacional, sem grande oposição, em virtude de fazerem o seu recrutamento na WNBA. A selecção da Austrália também beneficia da participação das suas principais jogadoras na liga feminina profissional americana. Notória a subida das Filipinas e Egipto ( 9 posições) assim como dos Camarões e Guiné (8 posições). Pela negativa temos as descidas da Roménia (22 lugares), da Alemanha (16 lugares) e de israel (10 lugares).

A Europa com cinco selecções classificadas no Top-10 continua a ser o continente mais forte ao nível do basquetebol senior feminino.
No que diz respeito aos Países de Língua Oficial Portuguesa, a 7ª posição das senhoras do Brasil a nível mundial e o 2º lugar nas Americas, logo atrás dos EUA, é uma demonstração cabal do potencial do basquetebol feminino brasileiro que é, também, um sério candidato às medalhas nos próximos Jogos Olímpicos. A selecção feminina de Angola, tal como a dos homens, continua a manter a sua liderança no continente Africano, enquanto a Moçambicana continua a ocupar uma excelente posição no ranking daquele continente.

Cabo Verde foi a selecção africana que mais lugares desceu, exactamente o mesmo número da sua homóloga masculina. Parece haver um retrocesso global em Cabo Verde pelo que há que investir nos escalões de formação. Quanto à selecção portuguesa, porque não conseguiu um único ponto para esta classificação, não figura no ranking internacional.

No que diz respeito a Portugal, nos últimos anos os diversos Governos têm vindo a abdicar de um controlo sério relativamente àquilo Declaração da Salvaguarda da Independência do Desporto Federado assinada pelo 1º Governo Constitucional chefiado por Mário Soares que diz: “um controlo estatal do desporto nacional, que limite bastante o papel a desempenhar pelos organismos desportivos dirigentes, está em contradição com os princípios básicos sobre os quais assenta a política desportiva nos países da Europa Ocidental”.

Todavia, uma coisa é um controlo estatal que estrangula a capacidade de iniciativa do livre associativismo desportivo, e outra, completamente diferente, a completa abulia do Estado relativamente ao controlo e orientação do desporto nacional. A menos que sejam tomadas sérias medidas, a tendência natural do desenvolvimento da modalidade será, simplesmente, a de continuar a regredir comparativamente aos demais países.

Eduardo Monteiro é ex-treinador do SL Benfica e das Seleções Nacionais

comentários

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crom-messi
13-06-2016 22:59
so queria dizer que PALOP significa Paises Africanos de Lingua Oficial Portuguesa e nao paises de lingua oficial portuguesa,logo brasil e portugal nao sendo africanos nao fazem parte dos palop.existe é a CPLP,COMUNIDADE DOS PAISES DE LINGUA PORTUGUESA,que é a que devia ter sido usada neste artigo

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