QUINTA-FEIRA, 27-04-2017, ANO 18, N.º 6298
Professor Manuel Sérgio
Ética no Desporto
Ilya Prigogine ou as potencialidades da matéria (artigo de Manuel Sérgio, 128)
22:25 - 27-02-2016
Manuel Sérgio
Fechado em si, Dominique Lecourt, coordenador da Encyclopédie des Sciences /Le livre de poche, 1998) silenciou o nome de Prigogine, nesta prestigiada obra, engrossando, também ele, as hostes dos integristas do racionalismo da ciência clássica que, impotentes e infelizes, põem em dúvida algumas das descobertas de Prigogine que, em síntese, trazem consigo uma revolução autêntica, na maneira de pensar o mundo e a sua evolução.

No revolutear da memória, ocorre-me que ele nasceu em Moscovo, em 25 de Janeiro de 1917; que os pais manifestaram pelo regime soviético uma esperança tão ténue, tão fluida que se refugiaram em vários países da Europa, fixando-se definitivamente, por fim, na pacata Bélgica; que a súbita solidariedade dos belgas os empolgou e que Prigogine adquiriu a nacionalidade belga, em 1949; que, em 1941, na Universidade Livre de Bruxelas, se licenciou em ciências físico-químicas e nela ganhou o estatuto de investigador e assistente; que se doutorou, em 1945, nesta mesma Universidade, com a tese seguinte: Étude Thermodinamique des Phénomènes Irreversibles e que, a partir daí, iniciou um demorado processo de investigação que o levaria a formular, em 1967, o conceito de estrutura dissipativa, numa comunicação que dava pelo nome de Structure, Dissipation and Life; que, como acima se refere, foi distinguido pelo prémio Nobel da Química, após, em 1965, ter recebido o prémio Solvay; que, em 1971, na companhia de Paul Glansdorff, escreveu o livro Structure, Stabilité et Fluctuations e que o nomearam director do Center for Statistical Mechanics and Thermodinamics da Universidade do Texas; que, em 1977, firmado em razões que ele julgou de indiscutível rigor, publicou uma obra fundamental à compreensão do seu pensamento científico, Self-Organization in Non-Equilibrium Systems; que, em 1979, na companhia de Isabelle Stengers, escreve o livro La Nouvelle Alliance – métamorphose de la science. E outras obras ofereceria ao seu público ledor, como adiante veremos...

Confesso que me colei avidamente à leitura deste livro, donde respigo o seguinte da edição portuguesa: “Mas a ciência de hoje já não é a ciência clássica. Os conceitos básicos que fundamentavam a conceção clássica do mundo encontraram hoje os seus limites num progresso teórico, que não hesitamos em chamar uma metamorfose. A própria ambição de reduzir o conjunto de processos naturais a um pequeno número de leis foi já abandonada; as ciências da natureza descrevem, de ora em diante, um universo fragmentado, rico de diversidades qualitativas e de surpresas potenciais. Descobrimos que o diálogo racional com a natureza não constitui mais o sobrevoar desencantado de um mundo lunar, mas a exploração, sempre local e eletiva, de uma natureza complexa e múltipla”(p.34). Reparei, depois, que zoava, na vida universitária europeia, um fervor anónimo de conversas, em relação às ideias de Prigogine.

Adentrei-me, depois, na leitura do livro, também editado, em português, pela Gradiva, Entre o Tempo e a Eternidade, donde selecciono: ”O universo clássico, infinito pelas suas dimensões espaciais, não deixa de ser fechado, no sentido de que a evolução e a novidade estão dele excluídas e de que qualquer evolução deve idealmente ser reduzida ao modelo dos movimentos periódicos”(p.206). Mais tarde, já cansado da filosofia racionalista, demasiado exata e magra, como as suas teorias, aceitei, sem dificuldade, o que encontrei, no prefácio do livro de Prigogine e Dilip Kondepudi, editado pelo Instituto Piaget, Termodinâmica – dos motores térmicos às Estruturas Dissipativas: ”Passado meio-século, a nossa visão da natureza mudou radicalmente. Onde a ciência clássica falava de equilíbrio e de estabilidade, vemos agora flutuações, instabilidades, processos evolutivos. E isto a todos os níveis, desde a cosmologia à biologia, passando pela química”. Foi já com um afeto humilde, que nascia do fundo da minha ignorância, que dei de frente com uma afirmação de Prigogine, em livro da sua autoria intitulado, O Nascimento do Tempo: “A novidade a que, a pouco e pouco aderi, e que foi uma surpresa para mim, é que longe do equilíbrio a matéria adquire novas propriedades, típicas das situações de não-equilíbrio, situações em que um sistema, longe de estar isolado, é submetido a fortes condicionamentos externos (fluxos de energia ou de substâncias reactivas). E estas propriedades completamente novas são verdadeiramente necessárias para compreender o mundo à nossa volta”(Edições 70, p.26).

Neste momento, quando transpus o átrio de algumas dúvidas, posso fazer minhas as palavras de Immanuel Wallerstein, em livro organizado por Boaventura de Sousa Santos, Conhecimento prudente para uma vida decente: “É importante perceber o que são e o que não são os estudos da complexidade. Não se trata de rejeitar a ciência, enquanto modo de conhecimento. Trata-se de rejeitar uma ciência baseada na conceção de uma natureza passiva, em que toda a verdade já está inscrita nas estruturas do universo. Trata-se na verdade de acreditar que o possível é mais rico do que o real - Prigogine, La fin des certitudes, p.121”. Soerguem-se da tumba Marx e Engels, com a sua dialética da natureza, que Prigogine não segue à letra, mas que bordeja, curioso e lúcido. A recusa do aleatório, do caos, do possível, raiada de certezas e de convicções, estava no cerne do mundo de Descartes e Newton. A ideia de que a ordem, como estado de equilíbrio, resulta de uma desordem prévia, emerge do pensamento de Prigogine, desde o alvorecer das suas descobertas. E, convenhamos, alvoroçou-nos a todos os que nascemos, para o conhecimento científico (mesmo minguado, como no meu caso), na ordem e no determinismo até.

Ilya Prigogine apareceu-me como um furacão, derrubando a física das certezas e onde o passado não assumia a importância capital de que gozava na física de Newton. Vale a pena relê-lo, com vagar, na entrevista concedida ao l’Humanité, de 22 de Novembro de 1994: “As leis de Newton reenviam a uma noção teológica da natureza. Para Deus, tal como o homem o concebe, não há diferença entre o passado e o futuro. Daí o valor concedido à noção de simetria. Na visão que exprime a ciência clássica, sustentada por uma razão intemporal, não há lugar para o devir. Querendo denunciar esta conceção, afastei-me dos repetidores da ciência normal, que abriram à volta das minhas descobertas, ou um silêncio absoluto, ou um um sonoro cepticismo”. Na realidade, a noção de caos deixava vexados os “repetidores da ciência normal”, pois que os empurrava a repensar tudo o que defendiam, com desaforada embófia. Os conceitos de probabilidade e de irreversabilidade acentuavam os limites da sua ciência, diziam- lhes que tudo é tempo, que o universo é história, que uma concepção dualista do mundo não tem sentido (ou seja, de um lado o mundo do ser humano com a sua liberdade e do outro o da matéria com o seu determinismo).

Torno à citada entrevista de Prigogine: “A probabilidade não é uma perda de saber, mas um ganho”. Karl Popper queria dizer o mesmo, quando no seu Conhecimento Objectivo (cito de cor) afirmava: “A física clássica interessava-se, acima de tudo, pelos relógios. A física hodierna interessa-se principalmente pelas nuvens”. E não só a física, ou as ciências duras, ou as ciências exactas, mas também as ciências humanas ou as ciências moles. Folheemos, de novo, o l’Humanité: “Tenho a consciência de que as mudanças que hoje acontecem, no âmbito científico, encontramo-las também, no plano cultural. Vivemos um período que já não crê nos dogmas herdados do passado. Quer seja o dogma cristão, ou o liberal, ou o marxista. Ciência e Cultura atravessam dúvidas semelhantes. Isso mostra, aliás, que o conhecimento científico é bem deste mundo e, por isso, não se encontra capaz de nos transmitir uma verdade absoluta sobre a matéria que estuda”.

Em le Chaos et l’Harmonie – La fabrication du réel (Fayard, Paris, 1998), Trinh Xuan Thuan notável astrónomo vietnamita, professor na Universidade da Virgínia, nos Estados Unidos, sustenta que “com a teoria do caos, o acaso e o não determinismo invadiram, não só a nossa vida de todos os dias, mas também o domínio dos planetas, das estrelas, das galáxias”. E mais adiante: “O caos libertou a matéria da sua inércia. Ele permite à natureza (homem incluído) entregar-se a um jogo criativo, produzir o novo não anunciado, pelos seus estados precedentes”. Se assim não fosse, como poderíamos entender a noção de complexidade?

Prigogine elucida, a propósito, que “tradicionalmente, chamamos simples aos sistemas que têm poucos graus de liberdade e complexos aos sistemas que se descrevem com numerosos graus de liberdade”. E que “a emergência, longe do equilíbrio, de novas estruturas levanta questões essenciais, no plano industrial e científico. Dizem também respeito ao ambiente, à climatologia, como à criação de novos materiais, de novos algoritmos, à neurofisiologia, ou à correlação dos elementos que formam as linguagens ou os genomas” (Ilya Prigogine, in Vários Autores, A Sociedade em busca de Valores, Instituto Piaget, Lisboa, 1998, p.233). Neste mesmo livro, Edgar Morin sublinha que a complexidade exige uma verdadeira reforma do pensamento, semelhante à provocada pela passagem do sistema geocêntrico ao sistema heliocêntrico. Com efeito, se a ciência constitui o domínio de muitas certezas, ela não é o domínio de nenhuma certeza absoluta. Com o autor de O fim das certezas (livro que Prigogine publica, em 1996), cada raiz do nosso ser se ilumina de uma inesperada liberdade, porque não somos pessoas pré-determinadas. Recordo, neste passo, a Crítica da Razão Dialéctica, de Sartre, quando ele chama “charlatão” a Karl Jaspers, por exprimir, na sua obra, um “otimismo teológico que não ousa dizer o nome”. Certo dia, Prigogine visitou a Universidade Lomonossov, de Moscovo, e o seu anfitrião, o cientista russo Ivanenko, solicitou-lhe, cortezmente, que deixasse uma frase num muro, onde já tinham escrito os físicos Niels Bohr e Paul Dirac. Ele, de olhos fosforecentes, adiantou: “O tempo precede a existência”.

O fim das certezas convida-nos a superar a falácia de um universo material subordinado ao determinismo de leis inalteráveis, lado a lado com o ser humano, livre e responsável. É que a matéria não se cansa de inventar! Por isso, o futuro, se não é totalmente imprevisível, não é absolutamente previsível. Baseando-nos em Prigogine, poderemos opinar que o determinismo é de origem religiosa, como se torna evidente, no caso de Leibniz. Se o Homem foi feito à imagem de Deus, o Homem é a primeira de todas as criaturas e com a missão de modelar a face da Terra, como a Bíblia o revela. Demais, a rutura ontológica, entre a razão e o mundo, reproduz a separação alma-corpo. O mundo é uma grande máquina des-espiritualizada, com leis inalteráveis, que os especialistas dos vários ramos do saber hão-de procurar pesquisar, para manipular as coisas a seu bel-prazer. Galileu (condenado em 1616), Bacon (Novum Organum, 1620) e Descartes (O discurso do método, 1636) iniciam a modernidade, insistindo neste ponto.

Não se timbra muito, nos meios universitários, em referir que o racionalismo moderno é uma construção eurocêntrica, desde Descartes e os iluministas, passando por Weber e até Habermas, nem que se considerou as outras culturas e povos da Ásia, da África e da América Latina, como periféricos, constituídos por sub-homens, dado que pareciam mais próximos da natureza. Há testemunhos forrageados em autores nacionais e estrangeiros que assim o comprovam. O notável humanista Nicolau Clenardo, que D. João III convidou para professor do infante D. Henrique e que se aponta como figura exemplar de homem e de sábio, escreve assim a um amigo: ”Mal pus o pé em Évora, julguei-me transportado a uma cidade do Inferno. Por toda a parte topava com negros, raça por que tenho tal aversão, que eles só por si bastariam para me fazer abalar daqui”.

No nosso país, os escravos pululavam por toda a parte. “Todo o serviço é feito por negros e mouros cativos. Portugal está a abarrotar com essa raça de gente. Estou quase em crer que só em Lisboa há mais escravos e escravas, que portugueses livres de condição (...). Os mais ricos têm escravos de ambos os sexos e há indivíduos que fazem bons lucros com a venda dos escravos novos, nascidos em casa. Chega-me a parecer que os criam como quem cria pombas para vender” (in Manuel Gonçalves Cerejeira, Clenardo e a Sociedade Portuguesa do seu Tempo, Coimbra Editora Limitada, 1949, p.162). E será preciso relembrar Azurara para podermos sentir como decorriam, na cidade algarvia de Lagos, o desembarque e o tráfico de escravos? No meu modesto entender, o ego cogito (eu penso) foi precedido pelo ego conquiro (eu conquisto)...

Em entrevista concedida ao Club de la Press TSF-Huma (23 de Janeiro de l996), Ilya Prigogine reafirma: “Estamos, hoje, diante de uma natureza mais autónoma. Logo, a relação de domínio não se justifica. A relação homem-natureza está mais próxima da relação, que deve existir, de um homem com outro homem”. Prigogine supera o mito do racionalismo eurocêntrico... que escravizou a natureza e as mulheres e os homens doutras raças! Ele, se não laboro em erro crasso, não encima um projecto pré-moderno, como afirmação folclórica do passado; nem um projecto anti-moderno de qualquer grupo neofascista; nem um projecto pós-moderno de negação radical do racionalismo moderno – mas um projecto trans-moderno, em que a razão resulta da complexidade humana, em que a natureza é o radical fundante dessa complexidade (“eu sou meu corpo” disseram-no Maurice Merleau-Ponty, na Fenomenologia da Percepção e o nosso Vergílio Ferreira, em livro muito citado e pouco lido, Invocação ao meu Corpo) e em que o mito civilizador e evangelizador da Europa Ocidental se transforma em respeito pelo multiculturalismo.

O próprio cristianismo se deixou confundir com a modernidade racionalista e colonial. A concentração da riqueza e a distribuição da exploração e da pobreza, que a globalização neoliberal origina, continuam a misturar-se, aqui e além, com a cultura ocidental, no seu todo. Ilya Prigogine, ao propor um novo diálogo homem-natureza; ao questionar o determinismo que tradicionalmente se reconhecia, nas leis científicas; ao sublinhar, com uma curiosa galeria de afirmações, que a matéria é muito mais criadora do que habitualmente se pensa; ao tentar conciliar a cultura científica com a cultura histórico-filosófica; ao declarar que o irracional é a fonte de renovação de muitas normas racionais (não diz o mesmo Gilles Deleuze, na sua Logique du sens?) – Ilya Prigogine viveu a vida que merece ser vivida, isto é, teve o mérito de ver primeiro que outros, e de ver bem, que o mundo material tem história e que o importante não é só o ente humano, o cogito individual e individualista, mas também a emergência da complexidade donde irradia a própria instância humana.

De facto, se o real é complexo, só o pensamento complexo poderá tentar explicá-lo e compreendê-lo. Segundo Edgar Morin, em artigo publicado em le Courrier de l’Unesco (Fevereiro de 1996), a noção de complexidade muito deve ao matemático norte-americano, John von Neumann (1903-1957), ao físico von Foerster, ao biólogo Henri Atlan e a Ilya Prigogine que introduziu, na comunidade científica e de modo original, “a ideia de organização, a partir da desordem”.

Escoando-se-lhe da boca e martelando as palavras, Jacques Monod repetiu, com insistência, as frases célebres que vertera em O Acaso e a Necessidade: “A velha aliança quebrou-se. O homem sabe finalmente que está só, na imensidão indiferente do universo, onde ele apareceu por acaso. Sabe agora que, como um cigano, encontra-se à margem de um universo, onde tem de viver – universo surdo à sua música, indiferente às suas esperanças, bem como aos seus sofrimentos ou aos seus crimes”. Ilya Prigogine diz-nos, ao invés, que o verdadeiro conhecimento é o que se mostra capaz de contextualizar, de reunir, de globalizar. Entre o ser humano e o mundo há relações indispensáveis, visto que sem o mundo o homem não se compreende e sem o homem o mundo não se explica. Homem e mundo formam uma comunidade: vivemos no mundo e o mundo vive em nós.

Por outro lado, de acordo com o mesmo Prigogine, verifica-se uma dimensão histórica nos fenómenos naturais e, assim, no lugar de um mundo feito de uma vez por todas, eis-nos diante de um mundo em permanente evolução e que apela à unidade do material e do espiritual até para uma implantação prática de todo o acto cognoscitivo. Poderia citar José Barata Moura, no seu livro Ideologia e Prática (editorial Caminho, p. 84): “ O conhecimento nunca é desvendamento do real, por parte de uma consciência etérea, mas função totalizante de um ser concreto que o assume e protagoniza. A consciência é sempre consciência de alguma coisa – o seu termo intencional – mas também consciência de alguém, isto é, de um ser determinadamente situado no mundo, o mesmo é dizer, num dado tempo e lugar “. Em 1994, Ilya Prigogine publica Les lois du chaos (Flammarion, Paris), onde concluiu que « a evolução se processa, através de leis, quer aquelas onde predomina o determinismo, quer aquelas onde predomina o probabilismo” (p. 34). As estruturas dissipativas, a reversibilidade do tempo, a incerteza como parte integrante do saber, a complexidade levantam interrogações que chegam a todas as comunidades científicas e fazem de Prigogine um vulto cintilante da ciência hodierna, quer vivendo um sentimento crepuscular, em relação à ciência clássica, quer anunciando tempos novos, que parecem irromper, irreprimíveis, da sua criatividade.

Tempos novos? Sim, em todas as áreas do conhecimento, incluindo o Desporto. Tempos novos que começam com o “primado teórico do erro”. De tudo se deve desconfiar, principalmente daqueles que proclamam a sua sabedoria infalível. Em ciência, hoje, só há verdades provisórias. As evidências absolutas, ou são uma patetice, ou um dogma. Tudo é processo, no conhecimento científico. Tudo é tempo, ou seja, tudo será velho, mais tarde, ou mais cedo.

Manuel Sérgio é Professor catedrático da Faculdade de Motricidade Humana e Provedor para a Ética no Desporto

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