SÁBADO, 29-04-2017, ANO 18, N.º 6300
Jorge Carlos Fonseca, Presidente da República de Cabo Verde
Cabo Verde
«Cresci com A BOLA» - Jorge Carlos Fonseca, Presidente da República de Cabo Verde
23:17 - 04-11-2014
Já era forte a ligação entre A BOLA e Cabo Verde, mas esta é relação que ficou ainda mais sólida desde que Vítor Serpa, diretor do jornal, visitou O país lusófono, onde participou na Conferência Nacional do Desporto e foi recebido em audiência pela Ministra da Educação e Desporto, Fernanda Marques.

Tudo isso teve impacto no arquipélago e alguns dias depois, aquando da visita do selecionador Rui Águas à Presidência da República, ficámos a saber que o Chefe de Estado é um leitor assíduo deste jornal. Soubemos também que Jorge Carlos Fonseca estava a apreciar muito o facto de A BOLA ter criado, na sua versão on-line, uma secção dedicada a Cabo Verde, que, do seu ponto de vista, tem dado grande contributo na formação de jovens desportistas, e não só.

Perante esses factos, e conhecendo a veia desportiva do Presidente da República, que além de apoiante incondicional dos Tubarões Azuis é adepto fervoroso do Vitória de Setúbal e do Sport Lisboa e Benfica, numa segunda linha, quisemos então saber que papel teve este periódico na sua formação como homem. Diz o Chefe de Estado que muitas vezes se liga ao Mundo através de A Bola.

Senhor Presidente da República, sei que é um leitor assíduo d´ A BOLA online. O que é que o motiva a ler este jornal?

- Não posso precisar a data em que comecei a ler A BOLA, mas pelo menos com os meus 9-10 anos de idade, por empréstimo de um amigo, um pouco mais velho, Mário Rui Pais, amante do futebol e que recebia o jornal pelos correios. Mário Rui que até tinha a alcunha de «A BOLA » e era um conhecedor profundo das coisas do futebol, sabia tudo. Eu, miúdo, recebia os jornais já com muito atraso, mas devorava-os avidamente, por vezes às escondidas de meus pais, que achavam que perdia muito tempo com jornais em vez de estudar as lições. Fazia pastas com recortes de fotografias e crónicas de Vítor santos, Cruz dos Santos ou Aurélio Márcio. Através de «A BOLA » apanhei o gosto pela leitura e aperfeiçoei os conhecimentos de língua portuguesa. Por exemplo, as crónicas de Vítor santos eram verdadeiramente pedagógicas para quem tivesse o gosto e o prazer da escrita. Portanto, posso dizer que praticamente cresci com «A Bola». Passei, então, a também saber tudo das coisas de futebol... até hoje. Com «A BOLA » mantinha-me a par do que se passava com o Vitória de Setúbal, minha equipa desde a nascença, por influência de meu pai, mas também do Benfica, digamos a minha segunda equipa, a equipa por que eu torcia desde que não fosse conta o Vitória.

É verdade que A BOLA é um dos primeiros jornais que vê logo de manhã?

- Sim, continuo a ler sempre que posso, em papel, mas dou sempre uma leitura pelo online, diariamente, a não ser que esteja impossibilitado de tal. Antes de ser Presidente da República, durante muito tempo adquiria o jornal por compra na internet.

A BOLA passou a ter uma secção dedicada a Cabo Verde e passou a destacar notícias do arquipélago. Acha que isso contribui para o desenvolvimento desportivo e sócio económico do país?

- Acho que a criação de uma secção dedicada a Cabo Verde é coisa positiva para o nosso desporto, para o nosso futebol e até para o país, pois noto que o jornal divulga notícias não apenas desportivas mas igualmente sobre a vida política e social de Cabo Verde. Sobretudo se se mantiver, mesmo neste aspecto, a objectividade e a seriedade que são apanágio do jornal. Sendo um jornal com grande audiência, percebe-se o alcance da secção.
Daniel Almeida, Cabo Verde

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