«Gosto de whisky, cigarros e rock and roll» - Osvaldo

Argentina 13-11-2017 20:22
Por Redação
Aos 31 anos, Dani Osvaldo é um homem feliz. Retirou-se no ano passado, depois de uma última experiência no Boca Juniors - antes tinha passado sem sucesso pelo FC Porto, na primeira metade de época 2015/16 (12 jogos e um golo) -, e abraçou a sua grande paixão, a música. O vocalista da banda Barrio Viejo (pode ver uma das músicas aqui no site de A BOLA) deu uma entrevista à `Página 12`, publicação argentina, na qual fala abertamente da mudança e dos hábitos de vida, vincando que sempre teve mais fama do que proveito em matéria de comportamentos desviantes fora dos relvados.

«Diziam que eu fumava muito, que bebia whisky, que só pensava em rock, que me deitava sempre às cinco da manhã... Caramba, joguei 11 anos na Europa ao mais alto nível. Se fumasse 50 cigarros por dia e bebesse assim tanto acham que aguentava? Eu não sou o Messi, tinha de treinar-me muito, deitar-me cedo e comer saladas. Claro que gosto de beber um whisky, fumar um cigarro e dedicar-me ao rock and roll, mas só quando posso. Os meus dias não são todos assim...», diz, falando com boa disposição da nova etapa. «Por vezes tocamos só para dez pessoas, mas a ideia é termos mais gente. Podia ter jogado mais uns seis anos, mas já não me apetecia. Sentia que estava a prejudicar-me. Falha-se um passe e parece o fim do mundo... Prefiro isto do que ir jogar para a China, por exemplo. Não me arrependo da decisão que tomei, estou feliz.»

Osvaldo diz estar «eternamente agradecido ao futebol» por tudo o que lhe deu, mas ao deixá-lo sentiu-se livre. «Não quero ser exemplo para ninguém, quero é viver tranquilo como se fosse o padeiro da esquina. Para mim tornou-se impossível continuar no mundo do futebol, uma bolha que me obrigava a tantos sacrifícios», conta o antigo jogador, que representou diversos clubes ao longo da carreira, entre eles Roma, Juventus e Inter de Milão (fez 14 jogos e marcou quatro golos pela seleção italiana, pois nasceu em Buenos Aires mas obteve dupla nacionalidade).

«Fiz muitas asneiras na vida mas sou bom rapaz», conclui.
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