«Vidal é um caso clínico: bebe e não se controla» - Sampaoli

Chile 13-10-2017 09:45
Por Redação
Em 2015, Jorge Sampaoli explicou aos jornalistas porque acreditava que o Chile não iria conseguir a qualificação para o Mundial-2018. Uma conversa revelada agora, poucos dias depois de ser confirmar o presságio do treinador.

«Alguns jogadores já não têm o que é preciso. Eduardo Vargas, sempre que o vejo, está pior que na vez anterior. Matías Fernández já não tem o nível que quero para a seleção. Pinilla, sempre que o chamo, só pensa em festas», disse na altura o selecionador do Chile, conversa revelada agora pelo jornal Las Últimas Noticias.

«Nenhum deles está em condições de enfrentar as eliminatórias que temos pela frente», acrescentou, assumindo a dificuldade em controlar um balneário que viria a deixar em janeiro de 2016.

Um dos casos mais delicados era o de Arturo Vidal: «É um caso clínico. Bebe e não se controla. Uma vez, no avião, perguntou-me se podia abrir uma cerveja. Disse-lhe que não porque dirigentes e outras pessoas viajavam connosco. Não valeu a pena porque ele e outros tinham conseguido uma garrafa de whisky.»

Gary Medel «gosta de divertir-se mas já não bebe» e Alexis Sanchéz «coloca os auriculares nos ouvidos e senta-se a tomar o café da manhã sem falar com ninguém».

Já o capitão Claudio Bravo tentava controlar os jogadores mas eram outros, o «bando Pitillo», que liderava a equipa. Segundo a imprensa local, esse banco era formado por Vidal, Pinilla, Gonzalo Jara, Jean Beausejour e Jorge Valdivia.

Nessa conversa, Sampaoli, que em 2015 levou o Chile à conquista da Copa América, disse ainda que «sem mudanças profundas» seria difícil o campeão sul-americano chegar ao Mundial-2018.

Sampaoli deixou a seleção chilena em janeiro de 2016 e orienta agora a Argentina, que conseguiu na última jornada o bilhete para a Rússia. O seu sucessor no Chile, Juan Antonio Pizzi, demitiu depois de falhar a qualificação.
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