Nélson Santos: «Costa do Sol vai festejar o título em Novembro»

Moçambique 13-09-2017 14:35
Por Alexandre Zandamela, Maputo
A luta pela conquista do Moçambola-2017 está cada vez mais renhida. União Desportiva do Songo e Costa do Sol digladiam-se tenazmente pelo canecão na posse do Ferroviário da Beira, já arredado da corrida.

E a 26.ª jornada veio animar mais as coisas, pois de sete pontos de diferença à melhor para a União Desportiva do Songo, agora o fosso diminuiu para cinco (56-51), na sequência do empate 0-0 da formação de Chiquinho Conde em Vilankulo e do triunfo caseiro dos canarinhos sobre o Textáfrica do Chimoio por 3-0.

Contando ainda com um jogo a menos, diante do Ferroviário da Beira, e o facto de jogar, no próximo domingo, no terreno do seu «inimigo» número 1, no Songo, o treinador do Costa do Sol, o português Nélson Santos, faz as suas contas e afirma que nada está ainda decidido e que a sua equipa vai festejar o título em Novembro.

Aliás, Nélson Santos faz uma leitura do que sucedeu, em 2015, sobre a forma como o Costa do Sol perdeu o campeonato, sob a sua liderança, e como a União Desportiva do Songo, comandada por Artur Semedo, não conseguiu ser campeão nacional, na época transacta.

«Está mais que reacendida a luta, uma vez que o campeonato só acaba no final da 30ª jornada. Eu tenho memória que continua bem patente na minha cabeça. Perdi um campeonato depois de mais de 90 minutos. A UD Songo, no ano passado, perdeu o campeonato faltando três jornadas para o fim. Por isso, agora temos que pensar jogo a jogo e respeitar os adversários. Nós queremos pensar só nos nossos adversários, nos nossos jogos, e eles (UDS) também têm que se preocupar com os seus jogos», diz o técnico canarinho.

Olhando, especificamente, para o “jogo do ano”, no domingo, em que a sua formação visita a UD Songo, Nélson Santos tem esperanças de vencer, embora reconheça que dificilmente se ganha naquele campo.

«Ninguém conseguiu ganhar no Songo. Por isso, temos que preparar bem esta ida, porque é uma deslocação na qual temos que ter a máxima concentração, porque sabemos quais são os nossos objectivos e as dificuldades que vamos encontrar. Se queremos ser campeões, temos que ganhar todos os jogos que faltam e ainda com uma partida em atraso. Por isso, só temos que fazer o nosso trabalho, pois nada é fácil e nunca foi fácil. Estaremos aqui até Novembro, a lutar até ao último apito dos árbitros, porque continuamos em duas provas importantes, que queremos ganhá-las. Continuo a dizer que queremos festejar em Novembro. Estamos cientes das dificuldades que teremos. São duas equipas com mérito, a fazer um grande trabalho, representam duas grandes instituições, mas só uma pode ganhar. Espero que seja o Costa do Sol», frisou.

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