Professores da Escola Portuguesa de Luanda justificam greve com incumprimento contratual

Angola 17-04-2018 12:41
Por Lusa
A comissão de professores da Escola Portuguesa de Luanda (EPL) justifica a greve interpolada iniciada hoje com o incumprimento contratual, após o chumbo dos pais a um orçamento retificativo para 2018, com aumento da propina mensal.

A informação foi prestada à Lusa num comunicado da Associação de Pais da Escola Portuguesa de Luanda, transmitindo desta forma a explicação da comissão de professores da instituição a propósito da greve.

Segundo informação reunida pela agência Lusa junto da EPL, o protesto dos professores, com dias de greve interpolados a 17, 18 e 19 de abril, 08, 09 e 10 de maio, e 08, 19 e 27 de junho, passa por reivindicações salariais, nomeadamente devido à desvalorização, superior a 30%, do kwanza para o euro, desde janeiro.

Os salários em kwanzas, reclamam os professores, estão indexados ao euro, mas a recusa dos pais e encarregados de educação, em março, em aprovar um orçamento retificativo para 2018, com aumento da propina mensal, levou à convocação da greve, à qual aderiram hoje praticamente a totalidade dos 133 professores, deixando os 2.000 alunos (em dois turnos) sem aulas.

O problema é que de um câmbio oficial de quase 200 kwanzas por cada euro, em dezembro, a taxa oficial subiu, entretanto, para os atuais cerca de 270 kwanzas, mantendo-se os salários no mesmo valor, em moeda angolana.
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