Governo avança com rede de escolas para crianças na diáspora

São Tomé e Príncipe 16-04-2018 17:52
Por Lusa
O governo vai abrir três escolas são-tomenses em Gabão, Guiné Equatorial e Angola, sendo que a de Libreville deverá funcionar no próximo ano letivo, em setembro, disse hoje aos jornalistas o ministro da Educação, Cultura, Ciência e Comunicação.

«Nós decidimos criar esta escola de direito são-tomense, iremos enviar professores, iremos formar professores que vivem na diáspora e, com o apoio da embaixada, vamos identificar um espaço», disse Olinto Daio.

«Consciente da meta do estado são-tomense de que cada criança deve ter acesso ao sistema de ensino, nós vimos que é preciso satisfazer essas necessidades dessas crianças são-tomenses», acrescentou Olinto Daio, sublinhando que a primeira escola no estrangeiro será em Libreville onde o país tem a terceira maior comunidade no exterior.

No Gabão existiu, entre 2001 e 2017, uma escola-piloto, com ´patrocínio parcial´ do estado são-tomense que, segundo o governante, ´entrou em crise e muitos pais retiraram os seus filhos´.

Olinto Daio regressou este fim de semana de uma missão a Libreville onde analisou, com a ministra gabonesa da educação, o quadro jurídico para o funcionamento dessa escola são-tomense que, de acordo com o governo vai abranger crianças do pré-escolar o ensino básico.

«Há muitas crianças são-tomenses que não frequentam a escola porque no sistema de ensino gabonês as propinas são pagas, muitos pais não têm capacidade financeira para garantir a propina ao longo do ano e, por conseguinte, muitas crianças são analfabetas», explicou.

O governo mostrou-se preocupado com a necessidade de estender a educação gratuita e de qualidade para a diáspora e promete que, a seguir a Libreville, os filhos dos são-tomenses em Angola e na Guiné Equatorial terão igualmente uma escola.
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