China e Vietname são os países que mais compram madeira angolana

Angola 09-01-2018 21:24
Por Redação
As exportações angolanas de madeira atingiram no primeiro semestre de 2017 as 60.000 toneladas de madeira, no valor de 21,2 milhões de dólares (17,7 milhões de euros), tendo como destino principalmente países asiáticos, nomeadamente a China e o Vietname.

Os dados foram hoje disponibilizados pelo secretário de Estado do Ministério do Comércio angolano, Amadeu Nunes, numa conferência de imprensa em Luanda, organizada pelo Ministério da Agricultura e Florestas, sobre a exploração da madeira em Angola.

Segundo o responsável, Angola exportou 220.801 toneladas de madeira em 2016, no valor de 35.162.298 dólares (29,5 milhões de euros), liderando a lista de países a China (107.000 toneladas), seguida do Vietname (35.000 toneladas), Portugal (26.000 toneladas), Turquia (24.000 toneladas), Emiratos Árabes Unidos (8.000 toneladas), Índia (7.000 toneladas), Estados Unidos da América (4.000 toneladas) e Líbano (2.000 toneladas).

Na sua intervenção, o secretário de Estado para os Recursos Florestais, André Moda, deu conta, baseado em dados provisórios do exercício da campanha florestal 2017, que o setor madeireiro arrecadou a favor do estado, 1.522.866.018 kwanzas (7,6 milhões de euros), resultantes de processos de emissão de licenças, taxas, emolumentos e multas diversas.

Angola possui uma superfície florestal avaliada em 69,3 milhões de hectares, que representam 55,6% da sua superfície territorial, e reservas de madeira comercial estimadas em 4,5 mil milhões de metros cúbicos.

Nesse sentido, o país apresenta uma capacidade de corte permissível da sua floresta natural, na atual fase, de cerca de 500 mil metros cúbicos de madeira anualmente, sem que este volume coloque em risco a sustentabilidade das suas florestas.

André Moda referiu ainda que há um incremento natural, derivado da capacidade de autorrenovação estimado em 0,11 metros cúbicos por hectare de terra anual, nos diferentes ecossistemas florestais do país, perfazendo um crescimento global da floresta de 7.590.000 metros cúbicos.

«De recordar ainda que por força do longo tempo do conflito armado, não houve exploração de madeira em larga escala, tendo por isso ocorrido um incremento e renovação natural da floresta nos moldes acima referenciados», disse.

Além das florestas naturais, acrescentou André Moda, o país conta ainda com um potencial de florestas plantadas, constituídas por eucaliptos, pinheiros e outras espécies exóticas, que ocupam uma superfície de cerca de 148.000 hectares, localizadas sobretudo no planalto central, nas zonas de convergência entre as províncias de Benguela, Huambo, Bié e Huíla, com uma capacidade de oferta estimada em 850.000 metros cúbicos por ano.

«Os níveis médios de corte de madeira estão dentro dos limites aceitáveis», disse o governante angolano, reforçando que o volume de madeira abatida em média, entre os três e cinco últimos anos, ronda os 200.000 metros cúbicos, ou seja, cerca de 40% da capacidade anual de corte permissível.

O secretário de Estado para os Recursos Florestais salientou que o aproveitamento racional da madeira poderá contribuir significativamente para a diversificação da economia de Angola à semelhança de recursos como os diamantes, rochas ornamentais, petróleo bruto e outros.

Na campanha florestal de 2018, que deverá ter início em maio, será lançado um novo modelo de licenciamento, baseado em contratos de concessão de exploração florestal, para conferir maior segurança jurídica, confiança aos agentes económicos e controlo e fiscalização dos recursos florestais, bem como a redução do número de empresas intervenientes no processo de exploração florestal.
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